Empresas em Angola
As empresas portuguesas que atuam no mercado angolano, através
da exportação ou da produção local de bens e serviços, deparam-se no momento atual
com os seguintes problemas: Dificuldade de conversão, em euros, dos recebimentos
em kwanzas provenientes da sua atividade por força da redução do nível de
reservas de angola, o que originou restrições a todos os movimentos cambiais e prioridades
das transferências de dívidas; dificuldades de recebimentos provenientes da
atividade desenvolvida para orçamentais do Estado e da Sonangol provocam um
efeito em cascata no sector privado angolano, com reflexos em toda a cadeia de
valor; -Redução das carteiras de encomendas de obras públicas e privadas e do
volume de importações.
Com uma diminuição da
atividade e dos proveitos operacionais das empresas portuguesas. As alternativas
de soluções, a adotar pelo Governo e instituições portuguesas passam por linhas
de crédito para apoio à tesouraria de empresas que detenham kwanzas e com dificuldades
temporárias para a sua conversão em euros.
Medida já anunciada pelo governo português, mas de volume
claramente insuficiente, face ao número e dimensão das empresas abrangidas;
linhas de crédito, factoring, para adiamento às empresas sobre faturas emitidas
e não liquidadas por organismos públicos; Apoio na dinamização do mercado de
capitais em Luanda, acelerando a introdução de títulos da dívida pública,
fundos imobiliários e de investimento, e obrigações. Apoio às instituições financeiras
portuguesas para empréstimos.
Todas estas ações são conjunturais para a atual situação de
crise.
As ações estruturais passam pela dinamização de parcerias
entre empresas portuguesas e angolanas, para o desenvolvimento de projetos
exportadores nas áreas agrícola, indústria alimentar e mineira, em que a
recuperação dos investimentos se fará nas moedas dos países recetores.
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