Boas Práticas na Gestão da Inovação
Metodologia de análise e sobre o tema, de grande atualidade
e importância para a competitividade da economia nacional.
Este tema está torno
de quatro subtemas: a necessidade de inovar (why); os tipos de inovação (what);
um modelo de gestão da inovação (how); as organizações inovadoras (where).
A resposta à primeira questão, "Porque é que as
organizações têm de inovar?", é simples: porque a globalização o exige ou,
mais concretamente, porque essa é a única maneira de ser competitivo num
mercado global.
Não se inova porque é
interessante ou está na moda. Inova-se por necessidade competitiva; aceitam-se
os riscos e as dificuldades do processo de inovação para garantir a
sobrevivência da empresa.
Os tipos de inovação
também são conhecidos: inovação incremental ou radical; nos produtos/serviços,
nos processos, no posicionamento e no paradigma.
A inovação
incremental faz parte do dia-a-dia da gestão das empresas. O que faz a
diferença é a inovação radical.
Apesar do fascínio
com que se acompanham as inovações nos produtos, as inovações mais importantes
para as empresas portuguesas situam-se no âmbito dos processos e do
posicionamento.
As empresas
inovadoras são estruturadas, organizadas e disciplinadas, pelo que adotam
modelos de gestão da inovação.
Todos os modelos
incluem o chamado "pipeline" da inovação – pesquisa de ideias
inovadoras; seleção; implementação; captura de valor e dois patamares de
enquadramento deste processo: estratégia e cultura para a inovação.
No âmbito da
estratégia, as empresas inovadoras adotam modelos de inovação aberta e
estratégias de diferenciação, melhorando a sua capacidade competitiva em
mercados exigentes e muito competitivos.
A cultura para a
inovação contempla um conjunto alargado de variáveis, desde a gestão dos
talentos, a aprendizagem através dos erros e a formação tecnológica e
comportamental.
A conclusão deste
processo analítico conduz-nos às organizações inovadoras que apresentam um
conjunto de características de que se destacam: uma visão partilhada, liderança
e vontade de inovar; estrutura apropriada; pessoas-chave; trabalho em equipa
efetivo; desenvolvimento individual contínuo e esforçado; comunicação
extensiva; alto envolvimento na inovação; foco externo; e, clima criativo.
No topo da
organização inovadora, situam-se as "learning organizations" – com
altos níveis de envolvimento, interno e externo, na experimentação proativa,
na deteção e resolução de problemas, comunicação, partilha de experiências e
captura e divulgação de conhecimentos.
O nosso país tem um número muito reduzido de organizações
inovadoras com dimensão adequada, o que justifica o baixo nível de inovação
radical, com a consequente baixa de produtividade e de competitividade nos
mercados externos.

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