Microeconomia Reducionista e Microeconomia Sistémica


Microeconomia Reducionista e Microeconomia Sistémica

A microeconomia Reducionista se enxerga como teoria científica que adere firmemente ao paradigma do individualismo metodológico, segundo o qual as explicações dos fatos económicos em geral devem ser construídas, apenas, com base em suposições referentes ao comportamento dos consumidores. Em consequência, nela se trabalha com dois níveis de análise: o plano dos indivíduos, o qual compreende unidades de decisão, tais como consumidores, investidores, empresas, etc., e o plano dos agregados, em que se trata a grosso modo das propriedades inerentes aos mercados ou mesmo das propriedades da economia como um todo.

As decisões individuais são descritas como comportamentos racionais, das quais procuram escolher o melhor recurso de ação possível para obter um dado objetivo.

Em síntese, os agentes dessa microeconomia são calculistas competentes que se preocupam em geral com eles mesmos e se movem pela ambição de obter os mais e maiores retornos possíveis.

Em geral, em microeconomia sistémica prefere-se pensar na população de agentes como heterogénea.

Segundo a microeconomia sistémica, os indivíduos, as organizações e os mercados estão interligados. Os sistemas de interações não são estáticos, mas evolucionários.

A microeconomia sistémica pode ser desenvolvida para enfrentar todos os problemas relevantes no campo da Economia Política, desde a formação de preços até as crises financeiras.

Na esfera da microeconomia sistémica,  é necessário pensar nas instituições como existências sociais objetivas, individuais, que determinam em parte o comportamento dos indivíduos, cujas ações, em última análise, inconscientemente ou subconscientemente, são responsáveis por elas. A microeconomia institucionalista, como também poderia ser chamada, admite, por exemplo, que o comportamento dos indivíduos pode estar determinado em parte pelas funções que exercem na organização social.  

A microeconomia sistémica não é compatível com o individualismo metodológico.

Diante da existência dessas duas alternativas, quais seriam as perspetivas de desenvolvimento da microeconomia em geral? A microeconomia sistémica, que pensa o sistema económico fora do equilíbrio, poderá superar a microeconomia reducionista, que o pensa essencialmente no equilíbrio?

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sobre o Site